Morte ao som do Sabiá na Mãe Preta

Vou voltar, sei que ainda vou voltar para o meu lugar. Então... parece que voltei ao blog, não sei se pra ficar, como a sabiá. Ailás, foi ouvindo essa música ontem, no penúltimo capítulo de Queridos Amigos, que me inspirou a tirar o mofo do sempalavras. A cena da morte do Léu, nos braços da estátua da mãe preta e ao som de "Sabiá", interpretada pela Elis, é antológica. Aliás, a trilha é 90% Elis, o que me deixou ainda mais fascinado. A trilha saiu do clichê de embalar a série com o rock emergente da época, preferindo canções pouco conhecidas mas que ficaram eternizadas.
Multiplicaram-se os carimbos
Se antes eu corria feito um Forrest Gump na direção da ECOS, agora como Diretor do Centro de Educação e Comunicação, vou virar pó de vez. Meu cérebro precisou ser destravado no tranco para dar conta de tanta responsa, tanta burocracia. Da noite pro dia, aconteceu o milagre da multiplicação dos carimbos. Ok, sem choro...pois entre um carimbo e outro, há os acordes da produção fonográfica. A primeira audição dos alunos foi de arrepiar. A sensibilidade daquele povo, sob o comando do maestro Oxley, fez renovar a alma. Vejam aqui o ensaio de uma das bandas criadas em sala de aula, e aqui, o audio de todas apresentações desta quarta no auditório central.
De retorno, era isso. Fiquem com a letra de Sabiá.
Sabiá
Composição: Tom Jobim e Chico Buarque
Vou voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá
Vou voltar Sei que ainda vou voltar Vou deitar à sombra De um palmeira Que já não há Colher a flor Que já não dá E algum amor Talvez possa espantar As noites que eu não queira E anunciar o dia
Vou voltar Sei que ainda vou voltar Não vai ser em vão Que fiz tantos planos De me enganar Como fiz enganos De me encontrar Como fiz estradas De me perder Fiz de tudo e nada De te esquecer
Vou voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá
Escrito por Jairo S. às 11h39
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