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| Quinta-feira , 01 de Março |
Bocões

Realmente não sou desse planeta. Não entendo a ditatura da estética feminina. Depois do silicone e dos bumbuns artificiais, as mulheres agora estão dando choque nos lábios pra ficarem carnudos como os da Angelina Jolie. É sério. Deu na revista Cláudia! Ta lá a receita pra dar um upgrade na boca. São dez sessões de tortura, levando agulhadas elétricas e o beição fica novinho em folha, pronto pra ser admirado. Mas calma...há alternativas pra quem não ta afim de um choquezinho. As interessadas podem anotar aí a receita de um tal dr. Marcelo Benini, de SP: Tratamento à base de GPS, um dissacarídeo extraído de plantas do deserto misturado com Ascorbosilane C e Sepilift, de origem vegetal, que realiza um lifting imediato. Entenderam? Não...então enfiem os dedinhos na tomada.
Mas então...se choque deixassem os lábios carnudos, os meus certamente já estariam causando inveja na Jolie e na Cicarelli, de tantos que já levei na vida, inclusive na boca quando tentei desencapar um fio com os dentes e o troço tava na tomada. Isso, lógico, foi ainda na época em que era o “seu armando”, personagem que retratei aqui há muito tempo.
Se isso é possível, gente! Choque na boca...ah..sabem quanto custa cada agulhadinha com o tal choque esse? 500 pratas. Considerando que pro beicinho da beldade ficar carnudo precisa de dez sessões... 5 mil. Choque de 5 mil. Agora, imagina se o treco não funcionar? Se o médico errar na dose?
Bueno, já deu pra ver q o sempalavras segue com uma enorme crise de falta de assunto. Azar de vocês. Prometo melhorar no próximo post.
Escrito por Jairo S. às 18h34
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| Segunda-feira , 26 de Fevereiro |
Morricone

A festa do Oscar sempre foi caracterizada pelo tom extremamente brega de toda a cerimônia, a começar pelo tapetão vermelho na entrada das estrelas, passando pelo cenário interno, a tietagem, os jornalistas (esses conseguem ser mais brega que todo aquele ambiente), mas principalmente pelas roupas das beldades. O vestido da Penélope Cruz tava de doer a alma. Mas às vezes algumas coisas interessantes acontecem naquele templo roliudiano. E ontem duas passagens me chamaram a atenção positivamente: os bailarinos que faziam “sombra chinesa” (a simplicidade daquelas apresentações contrastaram com a suntuosidade do templo) e a homenagem ao maestro Ennio Morricone por suas trilhas. Já disse aqui várias vezes que a música do Cinema Paradiso é a trilha da minha vida. Não sei dizer exatamente o motivo, mas toca a alma. Já gastei o CD de tanto ouvir. Morricone fez trilhas para outros grandes filmes (de “Kill Bill” a “Ata-me”, passando pelos westerns famosos como “Era uma vez no oeste” e “Por um punhado de dólares”, e ainda “A Missão”, “Era uma vez na América”, entre tantos), mas nenhum arrepia tanto quanto o Cinema Paradiso. A trilha carrega o filme e marca mais que a própria história, que muitos consideram como clichê. Mas os organizadores do Oscar tinham que cagar no final, pois na colagem de filmes musicados pelo Morricone, apresentada na homenagem, o Cinema Paradiso simplesmente não apareceu. Nem tudo é perfeito.
Quanto aos vencedores, me interesso mais pelos indicados a filme estrangeiro. São sempre obras-primas que passam longe do mercantilismo roliudiano e da prepotência e breguice estadunidense.
Memória
Destaque também pra fantástica memória do Rubens Ewald Filho, que comentou a cerimônia pelo TNT. Putz...o cara é foda, em cada cena (que aparecia não mais do que alguns segundos) ele dizia sem titubear o nome do filme, os atores, o diretor. Preciso saber o que ele toma pra ter uma memória daquelas. Os comentários do Wilker (comentou na Globo) até que são mais pertinentes, mas o Ewald é uma enciclopéidia cinematográfica ambulante, apesar de seu viés brega-roliudiano.
Escrito por Jairo S. às 09h44
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