Pedalando

Bicicletas. Quem não as ama? Quem não associa uma pedalada ao lúdico, ao total desestresse, ao "sou feliz", ao "meu tempo agora"? Quem não lembra da primeira bicicleta que ganhou no primeiro Natal que a mente recorda? E as primeiras pedaladas, aquelas sem as rodinhas? O pai ali, todo orgulhoso vendo que o filhote conseguia andar sozinho e que ele o ajudou nesta conquista histórica. Aprender a andar de bicicleta tem mais valor sentimental do que aprender a dirigir. Minha primeira bike era uma monareta verde, supermoderna pra época. Logo que ganhei, tratei de incrementá-la com fitinhas coloridas no guidão e bolinhas nos aros (pensando agora, que boiolice). Ah... de vez em quando prendia uma carta de baralho com um prendedor de roupa no aro pra fazer "barulho de motor". E, indo mais além (podem rir), tirava o banco e sentava no bagageiro para parecer uma moto de verdade. Coisas de quem tem 8, 10 anos, quando eu só deixava a monareta de lado pra pegar o carrinho de lomba feito por mim mesmo e ia deslizar na lomba da Igreja ou pra jogar bola no barro. Bons tempos. Escrevo isso porque, além da notória falta de assunto, estamos às vésperas do retorno às aulas e lembrei daquelas redações que sempre nos pediam no primeiro dia, com o inevitável tema: "Minhas Férias". Estou prestes a entrar em aula, mas agora pra pedir redações. Não sobre bicicletas ou carrinhos de lomba, mas sobre o mundo real, em que crianças são arrastadas por bandidos presas ao cinto de segurança e onde jogadores visitam a rainha da Inglaterra e viram notícia de primeira página.
Escrito por Jairo S. às 14h45
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