Eu, um naïf?

Lendo um texto do Contardo Calligaris fui apresentado à chamada arte “naïf”, aquela arte primitiva, em que os artistas não se apegam a nenhuma técnica mais elaborada. Daí o termo naïf, que quer dizer ingênuo (em francês: Naïve). No texto, Calligaris compara o cineasta Cacá Diegues a um artista naïf porque ele conta histórias da vida como ela é, sem “obrigações” com mensagens sociológicas ou mesmo de denúncia. E cita o mais novo filme do Cacá, “O maior amor do mundo”, que já estreou no Brasil e só Deus sabe quando desembarcará por essas bandas periféricas.
Então fui pesquisar a tal arte naïf e acabei me identificando com essa coisa do desprendimento a regras, dessa ingenuidade natural. Não que eu me considere ingênuo, mas sempre gostei de uma anarquiazinha, sempre admirei os que fogem das convenções. Com isso as criações ficam mais sinceras, espontâneas e, porque não, expressivas mesmo. Dizem que os artistas naif são os "anarquistas do pincel", até porque não se aprende a “técnica naïf”, pois não existe técnica nesse estilo. É a arte primitiva mesmo, em que vale a pureza do artista e dos seus traços. Arte bruta, natural.
Sou naif, então. Jornalista naif...gostei. Seria algo como jornalismo gonzo? Um Hunter Thompson com seus textos alucinantes que derrubaram todas as convenções jornalísticas? Jornalista anárquico. Viva a anarquia! Abaixo os manuais de redação!!! Abaixo os professores de redação!!!
Escrito por Jairo S. às 17h51
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