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| Sexta-feira , 14 de Julho |
Carranca

O tempo tá carrancudo, como eu. Vontade de esconder o nariz e deixar o olho espiar pequenas paisagens, mais nada. Ali na estante, me esperando, Tête-à-tête...Simone e Jean. Beauvoir e Sartre na intimidade. Não sei é o livro ideal pra se ler em dia de chuva, mas é o que escolhi e pronto. Que seja. Muitos filmes também aguardam a vez de entrar em cena, junto com um saco de bala de goma. Coisa de gordo, mas fazer o q? Inverno é isso. Que tempinho. Que falta de assunto. Que tédio tá esse blog.
Escrito por Jairo S. às 10h27
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| Segunda-feira , 10 de Julho |
Pancada no sofá

Pra sempre Lylia. Esse filme sueco/russo é uma pancada seca na alma. Me estragou o domingo de final de copa. Doeu mais que a cabeçada do Zidane no italiano. Jogo de sentimentos onde a doçura cruza com a crueldade humana e surgem anjos com asas e tudo. Asas da liberdade e do desejo. Asas que dão leveza à dureza da vida e da realidade. O sonho cria asas nessa obra, embalado por uma belíssima trilha sonora e uma fotografia a um só tempo bela e triste, muito triste. Lylia sobrevive como a Macabéa da Clarice, paria abandonada à própria sorte e que encontra apoio em outro personagem tão ou mais paria que Lylia, um menino de 11 anos também rejeitado e que decide partir pra outro mundo onde ganha asinhas brancas de felicidade. Isso é cinema, é criação artística que a um só tempo enoja, arrepia e faz pensar na vida. E que vida! Depois desse filme, vi o Titanic original de 1943. Alemão. Muito bom, um pau na ganância. Menos efeitos e mais reflexão. Afundei no sofá.
Escrito por Jairo S. às 10h34
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