Dormindo na Shakespeare & co.

Li outro dia na FSP a história interessante de um escritor canadense que morou por cinco meses na livraria Shakespeare and Company, de Paris e escreveu um livro sobre essa experiência. O cara ganha a vida assim, dormindo em livrarias. Tudo começou quando ele estava na capital francesa sem dinheiro e conseguiu emprego naquela que é considerada a melhor livraria do mundo, apesar da aparente bagunça do lugar: em troca, deveria fazer pequenos serviços diários e ler pelo menos um livro por dia e comentá-lo. Ele ficou de janeiro a maio de 2000 dormindo num saco de dormir nos corredores da livraria. Nada mal para alguém que era jornalista desempregado.
Sons irritantes
Como o mundo urbano é barulhento, credo! É impossível assistir a um vídeo sem a invasão dos sons da rua: o picolezeiro com sua indefectível buzina, a faxineira do prédio fazendo mexericos com as vizinhas, o pedreiro do edifício da frente que não usa martelo borracha, o estressadinho que fica buzinando num carro com a descarga aberta, o motoqueiro, a criança berrenta, enfim...mil sons invasores que se misturam e me atormentam. Por outro lado, tem a comodidade. Tudo é perto e tô reaprendendo a andar. Tô me sentindo um ser pré-histórico que tem que aprender a caminhar sob duas pernas e a conviver com essa correria toda. Não reclamo...só sinto falta de ser apenas um visitante nesse mundo e não um vivente dele.
Escrito por Jairo S. às 21h40
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