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| Quinta-feira , 17 de Novembro |
Agente da introspecção

Já torci muito para que os EUA fossem varrido do mapa. Coisa de comunista pensar isso, mas o problema é que aquele povinho se acha. Cheguei até a pensar que minhas rezas eram fortes, quando as torres foram atingidas e quando o mar invadiu o sul deles. Bobagens. Assim como qualquer cantinho desse mundão de meu deus, lá também tem coisas boas. Claro que é preciso procurar bem, mas que tem, tem. Mesmo sendo pequena, não vou reproduzir aqui uma lista de coisas americanas que considero boas (Mac com Coca, por exemplo...não espalhem, mas eu adoro esse lanchinho-símbolo do imperialismo yanque, que eu como disfarçadamente de vez em quando, torcendo para que o Renato Della Vechia não passe ali e me veja). Faço todo esse nariz-de-cera pra comentar um filme que vi hoje de manhã cedo (sim, às 8h). Americano. Nem tudo que se faz lá é enlatado ou hollyoodiano. Há diretores jovens que abrem a carreira com obras-primas baratíssimas, independentes e que acabam entrando no circuito alternativo europeu e, por que não, norteamericano. É o caso de Prova de Amor, que vi no ano passado e me encantei. Ou esse de hoje, Agente da Estação, absolutamente o inverso das grandes produções yanques. Delicado, sutil, traça um panorama do interior humano e da necessidade que as pessoas têm de conversar e conviver, apesar de em alguns momentos desejarem ficar calados e sozinhos. O anão protagonista dá um show de interpretação, sem apelos ou pieguices melodramáticas, mas por conta do preconceito jamais ganharia um Oscar, lógico. Se não me engano o filme custou menos de 500 mil dólares. Apesar do baixo orçamento, a trilha é maravilhosa e a fotografia idem. Uma história simples e cativante. Quem curte ação e aventura, deve passar longe. É um filme para quem gosta de introspecção e de se emocionar com coisas bacanas como a amizade. Imperdível. Comecei bem o dia.
Escrito por Jairo S. às 10h58
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| Segunda-feira , 14 de Novembro |
Eu, uma lesma
Apesar dos revéses deste ano, continuo curtindo o Laranjal. Não tem stress ou dor de cabeça que resista a uma caminhada na lagoa ou a uma olhadela na lua ali no trapiche. Renova mesmo. É uma espécie de concreto anti-concretude. O trapiche é concreto, mas caminhar ali de noite é ir além. Vivo no mundo concreto, eu sei, mas procuro brechas, fendas deixadas nele para que alguns vejam o lado de lá. Meu jardim, por exemplo, é um buraquinho na concretude. Nem a invasão de lesmas nas minhas plantas conseguem me tirar do sério quando tô ali, de bermudas e havaianas, furungando. Rio delas, escondidas no caramujo e sem pressa pra nada. Me identifico com elas. Não me considero alguém nojento, mas gosto de me encaramujar e andar bem devagarinho, como as lesmas. Gosto das plantas, como elas, as lesmas, e muitas vezes sou tão passivo elas. Não sei se isso é bom, mas é assim que sou, e pronto. Quero andar sem pressa no meio das flores. Só isso.
Dente na canela do bundão
Não tô dizendo? Pra completar a urucubaca dos últimos dias, a Josycreyde resolveu expor toda sua falta de classe (de raça mesmo) e saiu pela rua fazendo viralatice. Comeu com farinha a canela do filho do vizinho-bundão (ou filho-bundão do vizinho, tanto faz). Podia ser o bundão do filho do vizinho. Ou o bundão do vizinho-bundão. O fato é que deu merda. O cara quis saber se a Jusycreyde era vacinada...a Milene perguntou se o guri também era vacinado (sabe lá o que o cara andou ingerindo...pode até fazer mal à cadela). Diz o homem que vai me ligar todos os dias pra saber se a Josy teve alguma recaída. O curioso, é que o vizinho-bundão é baixinho e a vítima dos dentes da Josycreyede deve ter uns dois metros. Um bebezão-bundão. Mal dava pra ver os furinhos dos dentes na canela do talzinho. Façam-me o favor...a junta do cabeçote do meu carro queimada, o Xavante fora da copa RS, meu jardim tomado de lesma, e o cara me enchendo o saco com o ataque da "grande-fera" Josycreyde. Vá se danar...
Escrito por Jairo S. às 15h56
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