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| Sexta-feira , 09 de Setembro |
cibermaluco
Aqui estou, escrevendo esse diário maluco, que não amassa nunca, não suja, não se perde nas gavetas entre objetos outros. Pelo contrário, é uma gaveta enorme, aberta, pronta pra ser espiada e vasculhada. Que assim seja, leiam-me então. Aqui viajo entre as palavras, entre frases e frases. Entre linhas e entrelinhas e aqui me vejo, tal um espelho moderno, mas sem minha imagem. Minha imagem é símbolo a ser decifrado. Signos, ícones, símbolos. Semiose, simbiótica...ou o que seja. Quem quer que seja, decifre-me nessa prosa moderna, nessa vida comunitária ciberespacial. Clique e clique. Del del del. Nada fica. Control z, tudo ali, de novo. Travou... o pc, o cérebro, a vista, a boca. Control-alt-del pra tudo. Tudo de novo. Eu de novo aqui, escrevendo coisas malucas num diário mais maluco ainda. Legal. Esse sou eu. Me decifrei. Aturem-me agora.
Machado

Fim-de-semana com chuva se aproximando. Portanto, programação caseira. Leituras e filmes, óbvio. Comecei a ler um livrinho de um tal Luiz Antônio Aguiar, "O mundo é dos canários". Indicaram no colégio pro Leon e eu aproveitei, hehehe. Aliás, foi uma experiência interessante, porque comecei a ler em voz alta junto com ele (a preguiça é grande) e o guri gostou da história. Muito legal mesmo, é uma espécie de introdução ao mundo literário de Machado de Assis. Uma bibliotecária cria um Clube de Leitura, onde crianças lêem e discutem alguns contos machadianos.
Original é melhor

Consegui uma cópia da Fantástica Fábrica de Chocolates, a original de 1971, que é bem melhor do que a nova, diga-se.
Escrito por Jairo às 10h56
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| Terça-feira , 06 de Setembro |
Um dois, um dois...
"Marcha soldado, cabeça de papel...quem não marchar direito, vai preso pro quartel"...eu tinha medo dessa musiquinha quando era criança, e nunca entendia porque mandavam acudir a bandeira nacional e não os soldados do quartel. Aliás, nunca entendi por que se marchava no feriado de 7 de setembro. Que saco era aquilo, semanas a fio ensaiando a marcha no pátio do colégio pagando um king kong enorme. Um dois, um dois, um dois...A alternativa que eu encontrei foi participar da banda, pelo menos era mais divertido, apesar dos uniformes ridículos: penachos, polainas, franjas...
Mais tarde, na minha época de militante ferrenho, ajudei os guris do DCE da UFPel a fazer um panfleto para distribuírem na avenida, durante os desfiles, exigindo o fim do serviço militar obrigatório. Tinha uma charge com um milico cagando dentro do capacete. Achava o máximo da rebeldia...
Mas o importante é que amanhã é feriado e, pelo jeito, terá sol. E vento também... nada é perfeito, não adianta. Lembrei do Sol de Primavera, do Beto Guedes:
Quando entrar setembro, e a boa nova andar nos campos Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou Juntos outra vez Já sonhamos juntos, semeando as canções no vento Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar Já choramos muito, muitos se perderam no caminho Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer Sol de primavera abre as janelas do meu peito A lição sabemos de cor, só nos resta aprender...
Voz do Coraçao

Vi esse filme outro dia. Foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e ganhou alguns prêmios mundo a fora. Não chega a ser uma obra-prima, mas é muito bom. Lembra um pouco a Escola do Rock, claro que em outra perspectiva, mas tem a ver. É uma refilmagem de um filme de 1945 (La Cage Aux Rossignols ) e conta com o coro de meninos Les Petits Chanteurs, de Saint-Marc.
FBAJ
Festival de Besteira que Assola o Jornalismo: Olavo Carvalho é um jornalista famoso. Filósofo também...e dos conceituados. Escreve no Globo, na Bravo entre outras publicações. Nem por isso, deixa de ser imbecil. Olha o que o cara escreveu sobre os EUA. Só pode ser pra fazer polêmica...não, o cara não pode estar falando sério:
(...)Os americanos criaram a única sociedade decente que existe no planeta, a única onde moral, humanitarismo e piedade ainda contam para alguma coisa, a única onde a terça parte do povo faz trabalhos voluntários para socorrer outros povos, a única que alimenta e ampara as nações que a combatem, a única onde os próprios direitos da cultura nacional são negados para dar mais espaço a imigrantes presunçosos, a única onde até terroristas estrangeiros sanguinários presos em combate têm os direitos dos cidadãos locais (...)
Se tiverem estômago, cliquem aqui para ler a íntegra do texto.
Escrito por Jairo às 14h43
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| Segunda-feira , 05 de Setembro |
"Apenas nascemos com a cor errada", gritava Larry Martin, um dos últimos a deixar o Centro de Convenções. "Se essas pessoas fossem um grupo de norte-americanos caucasianos, isto nunca teria acontecido. Eles teriam retirado todo mundo. Tudo o que vocês ouviram é verdade. Só obtivemos comida e água na sexta-feira (o quarto dia no interior do complexo). Os saqueadores e atiradores atiravam contra os ônibus. E havia estupradores, assassinos e os que submetiam as pessoas à sodomia".
O tal Katrina foi implacável mesmo. O vento foi tão forte que acabou por desnudar uma realidade que os estadunidenses tentam esconder: o profundo abismo social naquele país. Uma semana depois, ainda tem corpos boiando pela cidade semi-submersa. E é a própria mídia local que denuncia: "Não temos ordens para recolhermos corpos, mas de fazê-los submergir, caso estejam boiando, e, a seguir, marcarmos o local", disse um policial de Nova Orleans no jornal Financial Times. O jornal diz ainda: Os corpos incharam ao sol, abandonados ao longo dos elevados que cortam a cidade de 1,5 milhão de habitantes. Esses elevados, em sua maioria, se transformaram agora em autênticas rampas aquáticas. Os mortos flutuavam com os membros estendidos nas águas escuras abaixo. Com o trabalho de resgate dos vivos a todo vapor, os defuntos espalhavam-se negligenciados, enquanto comboios de soldados, policiais, paramédicos e equipes embarcadas de resgate vindas de locais tão distantes como a Califórnia e Illinois cruzavam o cenário devastado. (...)Um homem seminu poderia ser confundido com um indivíduo adormecido, com a cabeça apoiada sobre um travesseiro, se não fosse pelo seu estômago tremendamente inchado de cadáver (...)"
NÃO! Nunca fui muito fã de rock pauleira (ou metal, pra ser mais moderno), sempre preferi as baladas das bandas pesadas. O Queen era a preferida, mesmo sendo brega em alguns momentos. Hoje o Fred Marcury estaria de aniversário. Deve estar revirando na tumba, pois encontraram um vocalista novo pra substituí-lo. Só pode ser piada. Um tal de Paul Rodgers substituindo Fred Mercory? Não, não e não.
Na ECOS: Semana de calmaria na ECOS...muita gente no Intercom (Rio de Janeiro). E já estamos quase na metade do semestre.
SOL: Um fiapo de sol para dar boas vindas à semana. Xô inverno! Quero ver minhas margaridas logo. As ameixas já tão madurinhas. O bouganville segue com flores. A grama tá feia e a bike segue com o pneu furado. E tenho muita preguiça pra voltar a fazer exercícios.
VLOGS: É sempre assim. Quando consigo me adaptar a uma novidade tecnológica surge outra...
Escrito por Jairo às 10h26
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