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| Sexta-feira , 15 de Julho |
ventilador virado e cinema francês
Sexta-feira, último dia do calorzinho do inverno...se a moça do tempo estiver certa, vem muito frio por aí. Mas não vou comentar sobre o tempo que isso é conversa de elevador ou de taxista. O tema da hora é corrupção. De novo? Sim, porque todo dia tem novidade na pocilga (com o perdão dos porcos) brasileira. Mas eu queria colocar um outro tipo de lenha nesta fogueira, pra dar um colorido diferente. Já que tanta merda foi jogada no ventilador, vou dar uma viradinha no troço e apontá-lo pra quem o ligou: a mídia. Tida como "fiscalizadora" do poder público, a imprensa costuma colocar-se numa posição privilegiada de observadora, apenas, isenta de qualquer crítica. Aproveito, então, e pego carona na pauta desta semana do observatório da imprensa (http://www.observatoriodaimprensa.com.br) e meto minha colher fazendo algumas perguntinhas básicas: Afinal, quem fiscaliza a imprensa e a relação promíscua entre a redação e o departamento comercial dos veículos? Todo mundo sabe que o escândalo todo envolve agências de publicidade. Então, me respondam: o que as agências fazem com suas peças? Onde divulgam? A quem pagam? De quê os veículos de comunicação, os tais que "denunciam" o que tá errado, sobrevivem? Quem compra 0o silêncio dos veículos em certas ocasiões? Quais os critérios para publicar ou silenciar sobre determinada pauta? Ou seja, tá todo mundo na mesma lama, utilizando-se do dinheiro podre das cuecas do assessor-do-deputado-irmão-do-Genuíno. O dia em que abrirem a latrina da mídia, vai feder tanto que o mensalão vai cheirar a perfume francês. Não deixem de ler o artigo do Alberto Dines no Observatório.
Mudando de assunto...
Dica pra semana que vem: cinema francês no ILA da Avenida Bento. Muitos filmes com debates. E o melhor de tudo: di grátis e com direito a certificado. Todos os dias a partir das 14h. É só chegar. Belo programa pra última semana de férias. Prometo comentar os filmes aqui.
Escrito por Jairo às 10h37
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| Quinta-feira , 14 de Julho |
Camelô chique

Tô dizendo...esse é o país da piada pronta. A dona da loja mais metida do país, tá metida em falcatruas também, acusada de contrabando, falsidade ideológica e de crime contra a ordem tributária. Bota camelô nisso: pisos de mármore, bar que serve champanhe e criado pelo mesmo arquiteto usado por Madonna, um átrio com um helicóptero pendendo do teto e belas e jovens fluentes em línguas como o inglês, o alemão e o árabe. Uma gravatinha lá custa a 900 pilinhas. Isso do lado de dentro da Daslu. Do lado de fora, o verdadeiro Brasil: 58 milhões de brasileiros vivendo com menos de US$ 1 por dia.
As peruas estão de luto. Chanel, que foi paupérrima e se tornou um ícone da moda dizia que o oposto do luxo não é a pobreza, mas a vulgaridade.
Esse país tá fedendo...
Escrito por Jairo às 08h49
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| Quarta-feira , 13 de Julho |
Clichês
O mundo da Comunicação é feito de clichês. Seja nos noticiários de tv ou jornal, seja em novelas, livros, poemas...é tanto clichê que me dá nos nervos. Não sei se eu é que sou chato, mas me irrita quando vejo um repórter consagrado da Rede Globo rechear de clichês um texto. Ou então, quando as novelas insistem em colocar a surrada luta do bem contra o mal, o rico malvado contra o pobre bonzinho...o rico coloca uma jóia na bolsa do pobre-coitado pra pensarem que ele é ladrão. Ou então o filho que não é filho de verdade... O casalzinho formado por filhos de famílias que não se suportam...o casalzinho que aparece no início da trama como inimigos mortais mas que já se sabe de antemão que vão se apaixonar logo alí...e por aí vai. Na música, então...nem se fala. Ritmos e letras idiotas, coreografados por imbecis que invadem os programas de tv ainda mais ridículos. Sem falar na enxurrada de bizarrices. É a indústria do lixo cultural que se impõe nesse mundo midiatiotizado (êta frasezinha clichê essa... )
Assisto pouco à tv, tanto por falta de tempo quanto por falta de opção mesmo. Mas agora neste período de férias das aulas, parei para assistir – juro que queria fazê-lo despretenciosamente, mas não deu...É muita porcaria com superprodução.
A Milene é que tá certa. Ela diz que a piada original é melhor do que a fabricada. Explico: o irmão do Genuíno disse em entrevista no JN que o caso do dinheiro na cueca está lhe cheirando muito mal. Hilário. A turma do Casseta passou longe tentando fazer piada do caso. Os cassetas ficaram na piada-clichê. A frase e contexto original são muito mais engraçados. Mas, como disse Millor Fernandes, "Todo homem nasce original e morre plágio".
Então, encerro com outro clichê: o noticiário é o melhor programa humorístico da atualidade.
Escrito por Jairo Sanguiné às 09h35
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| Segunda-feira , 11 de Julho |
Cueca de saco
Uma estrela caiu na minha cabeça...justamente aquela estrelinha que um dia ajudei a colocar no céu. Me atingiu em cheio, e quando acordei, vi na tv que um "companheiro" foi pego com dólares na cueca. Achei que era efeito daquela pontinha da estrela que provavelmente atingiu uma parte importante do meu cérebro e que me fez ver coisas absurdas. Era não...me disseram que o cara levava mesmo dinheiro na cueca. Isso é que eu chamo de dinheiro sujo. Essa grana vai ter que ser bem lavada pelo tal Marcos Valério. O talzinho levou a sério a expressão "cueca de saco"...
Me respondam...o que eu faço com todas aquelas bandeiras? Não precisam responder, minha imaginação é suficientemente fértil para encontrar uma utilidade. Se bem que nem pra limpar a casa serve, pois periga sujar ainda mais. E os meus vizinhos...a essa hora devem estar rindo de mim, assim como todas as pessoas que um dia eu tentei convencer de que ainda tinha gente honesta na política.
Enquanto isso no site do PT: "O velho Marx tinha razão: ainda não saímos da pré-história da humanidade. Somos 6,1 bilhões de habitantes nesta nave espacial chamada Terra, dos quais 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza. Vivem com menos de US$ 30 por mês. Desses, 1,2 bilhão estão abaixo da linha da miséria, dos quais 841 milhões estão ameaçados pela desnutrição crônica. A cada 24 horas morrem de fome no mundo 100 mil pessoas, entre as quais 30 mil crianças com menos de 5 anos de idade (...) Por quê?"
E ainda perguntam por quê?
Escrito por Jairo Sanguiné às 09h20
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